Entre Cannes e Canos

Novembro 8, 2009

Relato de um dia de boa e má publicidade.

Ao fim da tarde na exposição dos premiados do Festival de Cannes no Terreiro da Paço, a ver isto:

AXE Day or Night?
AXE Day or Night?

Ou isto:

WWF It's your turn

WWF It's your turn

Ou outras ideias originais como a estrada que dá música – mas apenas se o condutor for a 40km/h como estratégia de prevenção da sinistralidade rodoviária.

Ao princípio da noite os Canos. Os prémios para os piores da publicidade. Apresentação de Fernando Alvim. Como convidado especial José Carlos Marques autor do blog (e do livro) Vendo a Minha Mãe que tem vindo a reunir os melhores (piores) anúncios de classificados.

E o vencedor da noite com direito a entrega de prémio pela Marta da Ok Teleseguro(que na verdade é Xana). O anúncio da Lógica (mas sem lógica nenhuma) arrecadou desta forma o Grã Pri:

O meio é a mensagem, disse McLuhan.
Não sei então o que dizer desta notícia.

O novo suporte publicitário são precisamente os pequenos e irritantes seres voadores. A novidade foi introduzida no decorrer da Feira do livro em Franfurt onde foram lançadas duzentas moscas com pequenos autocolantes publicitários.
O autocolante é infensivo para as criaturas, garantem. Dizem que a mensagem descola das moscas ao fim de duas horas. Eu pergunto quanto tempo demorará a colar a mensagem na mente dos consumidores.

Esta novidade pôe a um canto a publicidade em Smarts, na areia ou até tatuada na testa.

O ponto positivo é que agora as moscas não veiculam só doenças, também veiculam publicidade.
Diria que é um novo posicionamento das moscas no mercado.

Por oposição a Cannes onde se apresentam as melhores peças de publicidade, nos Canos apresentam-se as piores.

Tive oportunidade de assistir a uma breve apresentação, ainda em tempo de faculdade e fiquei com água na boca por mais. É que a boa publicidade é muito saborosa, mas o ser cáustico dentro de cada ser humano tem tendência para a tragédia e adora ver um bom desastre.

Passo o exemplo, retirado do blog oficial:

Canos da Publicidade - Um quê???

Canos da Publicidade - Um quê???

Alguns anúncios são “só” ridículos (como o do exemplo) outros pegam em clichés ou levam metáforas ao extremo – mas todos sem excepção são má publicidade.

O próximo Festival do Cano, que inclui entrega de piaçabas (leia-se prémios) será a 7 de Novembro em Lisboa. E eu já garanti o meu lugar.

O Google Page Rank chama-se assim porque foi inventando pelo co-fundador do Google, Larry Page.
“Page” vem portanto do apelido do senhor e não do termo página. É, por assim dizer, e em tradução livre mas directa,  o Ranking do Sr. Page e não o Ranking da Página, apesar da coincidência ser perfeita.

O Google Page Rank chama-se assim porque foi inventando pelo co-fundador do Google, Larry Page.

“Page” vem portanto do apelido do senhor que lhe deu origem e não do termo “página”. É, por assim dizer, e em tradução livre mas directa,  o Ranking do Sr. Page e não o Ranking da Página, apesar da coincidência ser perfeita.

Para os que comentam interiormente este post dizendo “ah, que bonito, mas não faço a ideia do que seja o Page Rank do Google, fica a minha modesta definição:

Page Rank é um valor de importância atribuído pelo Google a cada página de um site, que influencia o seu posicionamento nos resultados de pesquisa do Google. Esta influência já conheceu melhores dias, ainda assim é um factor que contribui para a relevância dos sites a ter em conta.

Este é um daqueles posts  que eu designo por “escrevo ou não escrevo”.
É que o segredo é a alma do negócio e apetece não facilitar a vida à possível concorrência. Por outro lado, não fui eu que descobri a pólvora e antes de ser bem sucedida nestas andanças das campanhas PPC também precisei de ler muitas (e boas) dicas.

Das infinitas horas a olhar para o monitor a ler artigos (sobretudo estrangeiros) de Search Engine Marketing, combinadas com a humilde prática da gestão de campanhas em Google AdWords, resulta este pequeno tutorial que espero ser de extrema utilidade para alguém que comece agora nestas lides.

COMO AUMENTAR O CTR DAS CAMPANHAS EM ADWORDS?

1. Keywords Específicas
Esqueçam as palavras genéricas que têm milhares de visualizações, mas uma taxa de cliques quase inexistente. Além de na maior parte dos casos precisarem de lances individuais muito elevados (absorvendo grande parte do budget definido), levam tráfego de pouca qualidade ao site. Ou seja, a segmentação é tão baixa, por se tratarem de termos ou expressões mais comuns, que muitos utilizadores poderão clicar – gastar dinheiro da campanha! – quando nem sequer lhes interessa o vosso produto ou serviço.
Prefiram as longtail keywords, expressões compostas, que muitas vezes poderão até comportar os termos genéricos que pensaram inicialmente.

2. Anúncios Relacionados com as Keywords
Um dos aspectos mais importante é o copy do anúncio. Deve em primeiro lugar – e nem devia ser preciso referir isto – correponder ao que o utilizador vai encontrar na landing page. E deve estar relacionado com as keywords e mesmo contê-las sempre que possível.

3. Anúncios com Call to Action
O apelo à acção é fundamental para aumentar a CTR e testes de anúncio A/B  permitem-vos facilmente verificar isso. Um anúncio com “descubra já”, “compre agora”, “saiba aqui”, “visite o site” – terá de ser a expressão mais adequado aos objectivos, claro – é um anúncio mais eficaz. Já nem falo de expressões como o tradicional “grátis” que, a meu ver, levam os consumidores a desconfiar, mas que bem enquadradas podem fazer a diferença.

4. Lances de Keywords que permitam Posições Elevadas do Anúncio
É mais fácil garantir posições cimeiras para palavras com menor concorrência, pois o lance individual será menor. O Google ajuda um pouco neste aspecto. Mesmo que definam um lance de 0,40€ por clique, se bastar 0,20€ para o primeiro lugar, o Google não cobrará mais do que isso. Além disso tem uma funcionalidade que permite optimizar os anúncios para surgirem apenas nas posições preferenciais (confiram nas definições – settings – da campanha).
Obviamente quanto melhor posicionado estiver o anúncio, mais utilizadores irão clicar.

5. Aumentar CTR (?!?)
Não, não me enganei. É a chamada pescadinha de rabo na boca, ou catch 22, para dar um ar internacional. Quanto mais elevado for o CTR à partida, melhor o Google classifica o nosso anúncio – melhora a quality score. Quanto melhor classificado estiver o anúncio na quality score do Google, melhor posicionado este aparecerá na página. Se está nas posições cimeiras, mais vezes será clicado. Mais cliques, maior CTR. That simple…ou não!
Um ponto positivo é que o Google tem em conta em que posição o nosso anúncio está a aparecer para calcular a quality score. Ou seja, percebe e tem em conta que a CTR de um anúncio que, por ter um budget maior, aparece sempre na primeira posição e outro que aperece menos bem posicionado por limitações de budget, mas que poderá  uma CTR satisfatória na posição que ocupa, pela qualidade do anúncio.

NOTA: Esta calculei que se pesquisaram, já sabiam, mas não custa relembrar – CTR é sigla para click-trough-rate. A relação entre o número de impressões (vezes em que o anúncio foi visualizado) e de cliques efectivos. Exemplo: se a CTR é de 0,01% significa que a cada 100 vezes que o anúncio foi mostrado houve um clique.

*SEO’s as in profissionais desta área.

Uma lista completa de razões pelas quais os designers e programadores não se podem substituir a alguém experiente em Search Engine Marketing, embora as actividades sejam complementares e devam funcionar de forma integrada e em modo de entreajuda.
Para quem percebe disto, a dura realidade de alguns dos tópicos faz até esboçar sorrisos nervosos de “já ouvi isto tantas vezes”.

Ora leiam, o artigo original de Jill Whalen:85 Reasons Why Website Designers/Developers Keep SEOs in Business e digam de vossa justiça.