Tudo o que precisa saber (e todos os que precisa conhecer) sobre o Twitter em Portugal:

Que o Twitter tem desvantagens já todos sabemos, mas pelo menos por enquanto, usá-lo – da maneira certa – tem mais prós do que contras. 

Por exemplo, é bom para aumentar o tráfego, visto que muita gente inclui links nos seus twitts e muita gente segue os links que outros twittaram. 

Mas hoje ao pôr em dia as dezenas de newsletters de SEO que recebo, o artigo da Julie Joyce fez-me dar ao Twitter o cognome que serve de título a este post: Twitter, o Sugador.

Da mesma maneira que D.Dinis era O Lavrador por semear pinheiros (quantos deles terão sido semeados por ele, nos seus longos dias de trabalho ao Sol), Twitter é o Sugador por semear links.

Eu explico. Por entre tantos twitts (qual será a percentagem?) que incluem links a ser seguidos, quantos destes não seriam antes links num blog ou no site da pessoa/empresa que os twitta?

Porque os links do twitter têm o atributo nofollow (que ironia, não?). Ou seja, o google não segue estes links, mesmo que chegue à página do Twitter onde ele está. 
Por outro lado, grande parte dos blogs/sites onde alguma parte destes links seriam postados se não existisse Twitter não teriam o atributo nofollow e teriam algum link juice para o link em causa, fazendo subir o seu PR (cujo valor hoje em dia, é discutível…anyway…continua a existir).

Não significa isto que o Twitter é mau. É apenas uma observação. Algo que ainda não me tinha ocorrido, na verdade. Até porque vou continuar a pôr links no Twitter (começando já pelo link deste post). E não haverá nenhum movimento à escala mundial que impeça que isto continue a acontecer – nem era bom que houvesse, por tantas razões.

E se este anúncio de 1969 aos cigarros Kart ainda fosse permitido nos nossos dias?

pub_tabaco

Já nem falo da associação inconsciente, mas imediata, da marca de cigarros a um veículo motorizado. Não consigo escolher o que mais choca. A publicidade que faz mal ao pulmões ou o cigarro encarado como presente.  Prova que a sociedade não pára de evoluir – e isto nem foi assim há tanto tempo.
Esta e outras pérolas do antigamente, neste site de nostalgia.

Já agora, é por isto que as marcas de cigarros arranjaram outras maneiras de comunicar e assim criar notoriedade para a marca. É verdade que a Malboro ou a Camel não podem publicitar os seus cigarros. Mas e a sua linha de roupa?…E devagar, devagarinho…já entrou! Está na mente do consumidor.

Descobri-o através de um artigo sobre o Twitter do CEO da Zappos. Parece que ele é um apaixonado pelo Twitter, que partilhando muitos episódios pessoais, tornou-se a si e à empresa, um fenómeno. Um exemplo seguido por muitos acerca do aproveitamento de todo o potencial da web 2.0.

O Twitter é então mais uma ferramenta da web 2.0. Uma rede social na categoria do apelidado microblogging.
Eu prefiro explicar de outra maneira. É uma espécie de depositório dos nicks do messenger. De facto o Twitter não é ainda (se é que chegará a ser) muito popular em Portugal, mas a maior parte das pessoas tem MSN. Escreve nicks com pensamentos, estados, informações, avisos, convites…o que vier à cabeça.
O Twitter serve para isso. Escrevem-se entradas de texto até 140 caracteres, com o que bem apetecer (e através de várias plataformas e aplicações) e partilha-se com os amigos ou com o público em geral.

A mim, recorda-me uma cadeira da faculdade, Escrita Criativa, quando nos pediram que escrevessemos diariamente um pensamento num caderno. O exercício pareceu-me inútil, mas mesmo sem muita vontade, fiz o que me foi pedido. A verdade é que hoje olho para o caderno e as frases mais ou menos explícitas me lembram episódios que de outra maneira dificilmente recordaria.
Utilidade? Fazer uso da livre expressão, sem a pressão de manter um blog, ficar a par do que vão fazendo amigos ou familiares, divulgar promoções ou serviços (no caso das empresas), receber notícias actualizadas (muitos meios de comunicação estão no Twitter, por exemplo, o Público).

Depois da inscrição, a utilização é muito fácil. Nem é preciso entrar no site, pois há diversas aplicações que permitem actualizar e receber actualizações, através do iGoogle, do MSN ou por telemóvel, enviando uma simples mensagem.

É possível responder a outros utilizadores, criando situações de chat ou o equivalente a um comentário num blog. Isto faz-se editando texto normalmente como se fosse para acrescentar no nosso Twitter, mas acrescentando no fim: @nomedodestinatário. Outra particularidade é que os URLs partilhados, são transformados em “tinyurl” de forma a que o aproveitamento dos 140 caracteres seja melhor.

Gosto do conceito. Não gosto é do layout. Resta saber se veio para ficar (aqui por terras lusas).

Experimentem. Eu já estou lá.