Que o Twitter tem desvantagens já todos sabemos, mas pelo menos por enquanto, usá-lo – da maneira certa – tem mais prós do que contras. 

Por exemplo, é bom para aumentar o tráfego, visto que muita gente inclui links nos seus twitts e muita gente segue os links que outros twittaram. 

Mas hoje ao pôr em dia as dezenas de newsletters de SEO que recebo, o artigo da Julie Joyce fez-me dar ao Twitter o cognome que serve de título a este post: Twitter, o Sugador.

Da mesma maneira que D.Dinis era O Lavrador por semear pinheiros (quantos deles terão sido semeados por ele, nos seus longos dias de trabalho ao Sol), Twitter é o Sugador por semear links.

Eu explico. Por entre tantos twitts (qual será a percentagem?) que incluem links a ser seguidos, quantos destes não seriam antes links num blog ou no site da pessoa/empresa que os twitta?

Porque os links do twitter têm o atributo nofollow (que ironia, não?). Ou seja, o google não segue estes links, mesmo que chegue à página do Twitter onde ele está. 
Por outro lado, grande parte dos blogs/sites onde alguma parte destes links seriam postados se não existisse Twitter não teriam o atributo nofollow e teriam algum link juice para o link em causa, fazendo subir o seu PR (cujo valor hoje em dia, é discutível…anyway…continua a existir).

Não significa isto que o Twitter é mau. É apenas uma observação. Algo que ainda não me tinha ocorrido, na verdade. Até porque vou continuar a pôr links no Twitter (começando já pelo link deste post). E não haverá nenhum movimento à escala mundial que impeça que isto continue a acontecer – nem era bom que houvesse, por tantas razões.

Clique aqui!

Março 19, 2009

Por oposição ao post Não Cliques! que ficou para trás, escrevo agora o post do Clique Aqui!
Se o primeiro serviu para mostrar um conceito inovador, que talvez não passe disso mesmo – um conceito, que na prática não funciona para o utilizador -, este aborda um tema mais relevante do ponto de vista do SEO.

Quantos de vocês já fizeram nos vossos sites ou blogs o típico link que diz clique aqui? (Quem diz o “clique aqui” diz o “ler mais”)

“Para mais informações sobre o aquecimento global clique aqui.”
Clique aqui para ver o vídeo sobre a Madonna.”

And so on…

O problema, do ponto de vista do SEO, é que os links devem conter palavras-chave, de forma a dar relevância à página visada, no tema de que trata.
Os exemplos anteriores fariam link doutra forma:

“Informações sobre o aquecimento global.”
“Vídeo sobre a Madonna.”

O problema é, desta vez, do ponto de vista da eficácia. O apelo, o call to action, do link feito desta forma é menor.

Do meu ponto de vista, quer em termos de SEO, quer em termos de eficácia, o mais relevante é que o site no seu todo e o conteúdo que faz o link em particular, tenham usabilidade – um palavrão que qualifica os sites com uma navegação coerente e agradável.
Se faz sentido que o link se faça a partir da expressão que contém palavras-chave, tanto melhor. Se a lógica do site é outra e o “ler mais” ou o “clique aqui” servem o propósito, não penso que se deva alterar. Até porque SEO is all about experiência do utilizador – é para isso que existe, apesar de, num primeiro nível, ser graxa aos motores de busca.

Depois, claro, há formas – soluções criativas – de dar a volta ao assunto.
Se se tratar de um lead para uma notícia pode haver igualmente link no título e no “ler mais” (este último com atributo nofollow para os motores de busca).
Ou, mais simples,  fazer um link “ler mais sobre patos bravos“, juntado o call to action à keyword.

Em última instância, desde que os links estejam bem identificados, mesmo que fundidos no texto, acabam por apelar ao clique (temos o típico azul-sublinhado que tenho vindo a fazer – mesmo sem ser link, quantos de vocês tiveram o impulso de clicar só por essa formatação?).